Laparoscopia significa olhar (scopia) o abdômen (laparo). E para que o pequeno equipamento, que nos leva a olhar para o foco da cirurgia, basta um pequeno orifício na parede abdominal. (um tubo de 50 cm tão fino quanto uma caneta comum).
Um simples “olhar” orienta o raciocínio e pode alterar completamente o rumo do tratamento. Por isso a Videolaparoscopia oferece um diagnóstico preciso e seguro.
O abdômen é tido como uma “caixinha de surpresas” devido à grande variedade de doenças que se manifestam através dos mesmos poucos sintomas. Às vezes o atraso em fazer o diagnóstico específico pode implicar em complicações graves, como a peritonite. Por esses motivos a laparoscopia se fez muito necessária.
Nesses últimos 100 anos a laparoscopia desenvolveu-se muito. Hoje, é instalado um túnel de 5 mm de raio (geralmente na cicatriz umbilical) e através dele introduzido uma ótica que, ao mesmo tempo ilumina o abdômen e filma o que assistimos ao vivo em um monitor de alta definição. Assim podemos assistir (e gravar em DVD) toda a região abdominal como o fígado, estômago, baço, vesícula biliar, intestinos, apêndice, útero, ovários, hérnias, etc. Com a inovação dessa videocâmara filmadora, entramos, em 1980, na “Era da Videolaparoscopia”.
O passo seguinte foi o desenvolvimento de técnicas que permitissem realizar cirurgias por Videolaparoscopia (e não apenas olhar o abdômen). Assim, através de pequenos túneis auxiliares, podemos introduzir instrumentos longos e finos que permitem segurar, cortar, cauterizar, costurar, retirar estruturas, etc.
As primeiras cirurgias videolaparoscópicas foram realizadas na área da ginecologia, em 1980.
A primeira cirurgia videolaparoscópica do aparelho digestivo foi uma cirurgia de vesícula biliar, realizada na França, em 1987. Desde então, a modalidade vem se desenvolvendo rapidamente, sendo que nos dias atuais, sem dúvida, transformando-se na primeira opção em termos de cirurgia do aparelho digestivo.






